Saturar as células com todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo é de extrema importância. E é através do ALIMENTO que nós conseguimos esses nutrientes!
O nosso corpo pode sintetizar algumas vitaminas, mas não consegue sintetizar um único mineral, apesar de o corpo ter completo conhecimento da necessidade desses minerais para que o organismo opere de forma adequada.
Caldos feitos de batata, cenoura, aipo, salsa, algas e ou qualquer vegetal verde ou erva são excelentes para aumentar o consumo de minerais. Da mesma forma, os caldos feitos com ossos e carnes adicionam cálcio, magnésio e potássio ao alimento. A gelatina natural que é encontrada nos ossos é repleta de glicina e prolina, ambos ajudam a curar o intestino e ainda apresentam funções importantes, como: melhora no sono, desintoxicação, formação da glutationa, auxilia na formação de tecido conjuntivo na pele, intestino e ligamentos.
Frutas, verduras e legumes de todos os tipos devem ser constantemente consumidos, seja na forma de saladas, sucos, smoothies, ... Eles são grandes fontes de vitaminas, minerais, antioxidantes, fibras, enzimas e outros importantes nutrientes necessários para essas crianças.
Castanhas e sementes também são ricas em magnésio, zinco, selênio e outros minerais essenciais para o corpo. Prefira amendoim e castanhas com casca, pois dessa forma você estará evitando fungos. Com elas você pode fazer farinha e utilizar em pães, bolos, panquecas e biscoitos para a sua criança.
É importante ter em mente que todo processo de doença começa com uma única célula. As células se reproduzem constantemente. O importante da nutrição é cooperar para a reprodução de células saudáveis, que irão se espalhar por todo o tecido, órgãos e por fim por todo o sistema.
As células são feitas de vitaminas, minerais, proteínas, carboidratos, gorduras, água, oxigênio, enzimas e uma multidão de outros nutrientes.
Se qualquer célula encontra-se com alguma anormalidade, é em virtude de uma inadequada nutrição ou químicos tóxicos advindos do meio ambiente, que invadem o corpo e resultam em fungos, vírus, bactérias, parasitas, etc.
A regra básica é: “Seu corpo é projetado para curar a si mesmo”. Entretanto, é preciso ajudá-lo a fazer esse trabalho, fornecendo os nutrientes que se destina a ter, ao mesmo tempo, que estará eliminando as toxinas.
Os nutrientes que encontramos nos alimentos são em sua grande maioria precursores de neurotransmissores ou ajudam na sua produção. A serotonina, por exemplo, é um neurotransmissor extremamente importante que costuma ser deficiente em indivíduos portadores de Autismo, Déficit de atenção, síndrome de Burnout, Diabetes e até mesmo Alzheimer. Esse neurotransmissor atua no nosso cognitivo, intelecto, emoções, memória e imaginação. Tem o poder de nos deixar feliz e livre do estresse! O aminoácido Triptofano é o grande responsável pela síntese da serotonina, e como ele não é produzido pelo nosso corpo, é preciso inseri-lo ‘a dieta através dos alimentos ou suplementação.
E então, você já se perguntou por que você come? Muitos respondem por que sentem fome! Mas, o principal do alimento em nossas vidas é fornecer alimento para as células e a energia que você precisa. E a maior fonte de energia são os carboidratos. Se você deixa de consumir carboidratos em quantidade suficiente, o seu corpo passa a usar proteínas e gorduras para a produção de energia, o que não é o ideal. O ideal é que 60% da dieta seja composta de carboidratos. Lembrando que carboidratos processados não são devidamente absorvidos pelo estômago ou intestino delgado, deixando restos alimentares que irão chegar ao intestino grosso e servir de alimento para uma série de microorganismos, provocando fermentação desses restos e um verdadeiro imã para vários hospedeiros, que se agarram e se desenvolvem.
As proteínas que encontramos nos alimentos são quebradas em aminoácidos e o corpo as utiliza para construir e reparar várias partes do organismo. Os músculos, o sistema imunológico, os hormônios, o sistema nervoso e os órgãos necessitam desses nutrientes para manter um bom funcionamento. Algumas crianças não possuem a habilidade de processar as proteínas de forma adequada. Geralmente isso acontece quando essas crianças apresentam: amônia alta; deficiência de HCl; deficiência de zinco, de enzimas digestivas, B6 ou ferro.
O nosso corpo também não consegue produzir Omega 3 e o recomendado é que se consuma pelo menos 30% de gordura boa na dieta diária. Entretanto, é preciso atentar para o fato de que muitos indivíduos com Autismo não são capazes de digerir apropriadamente gorduras – sinais de que há um problema na digestão de gorduras incluem: fezes claras ou cinzas e ou grande em volume.
O Omega 3 é um óleo extremamente importante para todos nós! E ele apresenta 2 componentes: EPA e DHA, que são essenciais para o funcionamento e desenvolvimento do cérebro.
Como não poderia deixar de ser alguns alimentos são grande fontes de Omega 3, Omega 6, Omega 9 e gordura saturada boa: Óleo de peixe, óleo de fígado de bacalhau, salmão, sardinha, gema de ovo, nozes, amêndoas, castanha do Pará, linhaça, óleo de oliva, abacate, óleo de coco, leite materno, ...
Atenção para o consumo excessivo de Omega 6! Crianças dentro do Espectro Autista geralmente apresentam alto nível de ácido linoléico, um tipo de Omega 6. O problema é que esse ácido em grande quantidade no organismo irá contribuir para que ocorra uma baixa de IgA, que é extremamente importante para o sistema imune e proteção do intestino contra microorganismos patogênicos.
Quando cozinhar utilize óleo de coco extra virgem e capriche no alho e na cebola. A cebola fortalece o sistema imune dessas crianças e o alho tem propriedades anti-bactericida, anti-fungíca, anti-parasítica e anti-viral, assim como coopera para a estimulação de Th1, um importante exército do nosso sistema imune. É recomendável que você adicione alho e cebola 5 minutos antes do cozimento final, pois essas extraordinárias propriedades tendem a desaparecer com o cozimento longo.
A gema de ovo é um alimento fácil de digerir e de ser absorvido pelo intestino. É uma fonte riquíssima de aminoácidos essenciais, vitaminas (A, B, E e D) minerais e ácidos graxos essenciais.
Outro alimento importante são os cogumelos medicinais! Muitas pessoas costumam evitá-los porque são fungos e são considerados ilegais pela dieta anti-cândida. Entretanto, cogumelos medicinais são anti-bactericidas, anti-virais, anti-fungícos e fortalecem o sistema imune – dentre eles citamos: Maitake, Shiitake e Reishi.
O sal, por sua vez, também não é tão daninho como muitos pensam! Ele é necessário na química de toda célula do corpo. O sal marinho orgânico não causa ou contribui para doenças. A finalidade de sal no corpo é controlar a função da glândula supra-renal, que por sua vez mantém o equilíbrio de fluido e controla o equilíbrio de açúcar no sangue. O sal comum que frequentemente vemos nas prateleiras do mercado é que são os responsáveis pela má reputação do sal. Eles são elementos isolados que foram removidos de sua forma natural, o que causa um desequilíbrio no corpo humano. O problema começa exatamente quando há a adulteração desses alimentos, ou seja, quando há uma modificação na estrutura química e biológica.
E nós não podemos deixar de falar sobre os alimentos orgânicos. Muita gente ainda diz: “Eu experimentei e tem o mesmo gosto. Não vi diferença nenhuma!” Pois bem, a diferença do alimento convencional para o alimento orgânico está na sua produção. No tocante a carnes e ovos, os animais são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes. Sendo assim, esses alimentos tornam-se muito mais saudáveis, pois são livres de agrotóxicos e outros químicos tóxicos. Outra característica do alimento orgânico é que a carne orgânica apesar de ter o mesmo gosto é muito mais macia, já que esses animais são abatidos sem crueldade e, portanto, não liberam toxinas que estressam suas carnes. Os vegetais, frutas e legumes também são cultivados sem fertilizantes e agrotóxicos – são alimentos vivos, com mais massa alimentar. Aqui há um total respeito ao meio ambiente! O objetivo é manter o equilíbrio e a harmonia entre nós e o meio em que vivemos.
É importante que crianças dentro do Espectro Autista consumam alimentos orgânicos. Mesmo que a alimentação não seja 100% orgânica, é recomendável que você utilize o máximo de orgânicos que puder. Esses alimentos são mais fáceis para essas crianças digerir e absorver os nutrientes de que tanto precisam.
No “Journal of Apllied Nutrition”, de 1993 foi publicada uma pesquisa em Chicago, nos EUA, onde ficou clara a diferença que possuem os alimentos orgânicos dos alimentos convencionais que vimos de forma abundante nos supermercados.
Foram analisadas amostras de maçã, pêra, trigo, batata e milho doce.

O resultado apresentado foi o seguinte:

MINERAL % superior do alimento orgânico
Cálcio 65
Ferro 73
Magnésio 118
Molibdênio 178
Fósforo 91
Potássio 125
Zinco 60
Mercúrio MENOS 29 %


Por fim, lembre-se que apesar de sermos aquilo que comemos, somos principalmente aquilo que conseguimos absorver. Isso significa que os alimentos devem ser ingeridos e devidamente absorvidos e metabolizados.

"Que seu medicamento seja seu alimento, e que seu alimento seja seu medicamento."

Hipócrates, pai da medicina moderna.

Home | Quem somos | Autismo & TDAH | Alimentos | Dietas | Tratamento Biomédico | Exames | Médicos DAN! | Contato
Liga de Intervenção Nutricional contra Autismo e Hiperatividade no Brasil
© 2012 LINCA BRASIL. Todos direitos reservados
Tels/Fax +55 (21) 0000-0000 - lincabrasil@lincabrasil.com.br
Design