Para darmos início ao tratamento biomédico é preciso lembrar que cada criança é única, sendo assim, o que funciona para uma pode não funcionar para outra. Os exames laboratoriais servirão como um guia para o tratamento.

CARACTERÍSTICA DO TRATAMENTO:
  • Tratamento Individualizado: Se importa com as variações em função metabólica que deriva da genética e diferenças ambientais entre as pessoas;
  • Equilíbrio Dinâmico: Relacionado a fatores externos e internos;
  • Medicina centrada nos pacientes: Não trata da doença, mas sim da causa;
  • Interligação de fatores fisiológicos: Visão de que o corpo humano funciona como uma rede orquestrada de sistemas interconectados, ao invés de sistemas individuais que funcionam de forma autônoma e sem efeito sobre o outro.

A avaliação inicial do médico DAN! pode diferir da ordem inicial de tratamento de outro médico, já que o médico DAN! irá levar em conta a bioquímica do indivíduo, características e histórico do paciente. Além disso, alguns médicos apresentam suas próprias preferências quanto a trajetória do tratamento. O importante é observar o efeito de cada tratamento na sua criança – comportamental e através de exames laboratoriais sempre que possível.


O QUE DEVEMOS FAZER?
  • Melhorar a dieta – consumir alimentos que irão fortalecer os sistemas do corpo, de acordo com a individualidade de cada pessoa. Associar as opções de dieta para crianças dentro do Espectro Autista aos sintomas e resultados laboratoriais: Ácidos Orgânicos; IgE; IgG e outros. Sempre atentar para as sensibilidades alimentares – IgG e ou alergia alimentar – IgE, na hora de traçar a dieta!
  • Suplementos – vitaminas, minerais, aminoacidos, omega 3
  • Geralmente altas doses de B6 e Magnésio
  • Tratar o intestino: fungos, bactérias, vírus, probióticos, enzimas digestiva, ...
  • Regular o sistema imunológico
  • Melatonina
  • Suplementação para tireóide
  • Sulfatação
  • Glutationa
  • Quelação ou Desintoxicação natural

Este resumo não tem intuito de servir como aconselhamento médico. As pessoas devem consultar seu médico e com ele discutir a melhor forma para tratar a criança.

Lembre-se: O Autismo é um Transtorno do Espectro, e um tratamento que ajuda uma criança pode não ajudar outras.


MELHORIA DA DIETA ALIMENTAR

Os seres humanos precisam de certos nutrientes essenciais para que seus corpos funcionem adequadamente, incluindo vitaminas, minerais, ácidos graxos essenciais, e aminoácidos (a partir da proteína). Uma dieta equilibrada, rica em legumes, verduras, frutas e proteínas é importante para ajudar a fornecer os nutrientes essenciais.

Explicação da Dieta:
  • Consumir porções de vegetais, legumes e de frutas por dia.
  • Para cozinhar utilize óleo de coco extra virgem e de preferência orgânico; ghee(manteiga clarificada)
  • Nas saladas utilize óleos de “NUTS”
  • Evitar alimentos fritos, processados, enlatados, corantes e sabores artificiais, conservantes, MSG, nitrato, nitrito, caseína, glúten, soja geralmente, “junk food”, gordura trans, ...
  • Suco de frutas – quando você faz o suco consegue aproveitar mais a fruta, pois pode colocar 2 maças, 2 pêras, um pedaço grande de outras frutas, quando na verdade, consumir toda essa quantidade em pedaços seria bem difícil. Utilizando o liquidificador você preserva mais as fibras da fruta!
  • Consumir proteínas - carne, frango, ovos, peixe(crianças dentro do Espectro Autista devem limitar peixe – 1x na semana), nuts(nozes, amêndoas, castanha do Pará, semente de abóbora, ...)
  • Evitar doces! Consumir sobremesas feitas com stevia ou xylitol.
  • Se possível alimente-se apenas de alimentos orgânicos, pois eles são livres de pesticidas e possuem muito mais nutrientes. Se você não tiver a opção de usar orgânicos, lave bem as frutas e vegetais com ‘grapefruit seed extract’.

BENEFÍCIOS
  • Frutas e vegetais contém vitaminas, minerais e fitonutrientes para melhorar e manter a saúde mental e física.
  • Proteína é necessária para fornecer aminoacidos, que são os precursores dos neurotransmissores.
  • A redução da ingestão de açucar pode diminuir a irritabilidade, hiperatividade e aumentar a concentração.
  • Evitando cores e sabores artificiais você estará possivelmente reduzindo comportamento hiperativo e outros.
  • Eliminando os pesticidas e outros produtos químicos que contém metais pesados você estará provavelmente eliminando alguns sintomas que vimos em crianças dentro do Espectro Autista, pois os metais pesados afetam o cérebro e são suspeitos de ser uma das causas dessa desordem.

SENSIBILIDADE ALIMENTAR

Muitas crianças com Autismo apresentam sensibilidades a alimentos devido a alteração em seus sistemas digestivo e imunológico. Se o alimento não é digerido de forma apropriada essas particulas indigestas podem passar para a corrente sanguinea em virtude de uma permeabilidade intestinal causada por fungos. Ao cair na corrente sanguinea o sistema imunológico irá reconhecer essas particulas de comida como se fossem invasores, iniciando, assim, uma resposta imune que terá como resultado alergia alimentar.
Algumas reações alérgicas são imediatas, outras não. Além disso, algumas respostas são muito fortes, tais como erupções na pele ou mesmo choque anafilático, enquanto outras reações são mais leves, como dores de cabeça ou de estômago.
Para testar existem alguns métodos:
  1. Observação do paciente – bochechas e orelhas vermelhas, círculos escuros ao redor dos olhos e mudanças no comportamento.
  2. Registro de dieta – mantenha um registro dos alimentos ingeridos x sintomas – Dieta rotatória.
  3. Exames de sangue – IgE e IgG. O IgE está relacionado com uma resposta imune imediata e IgG uma resposta imune retardada.
  4. Teste cutâneo.

BENEFÍCIOS

Removendo os alimentos problemáticos a criança pode apresentar melhorias em diversos aspectos, especialmente no comportamento e na atenção. Além disso, muitas começam a ter interesse por outros alimentos!
Algumas alergias serão para a vida toda, enquanto outras irão desaparecer assim que a inflamação do intestino for melhorando e ou o sistema imune for normalizando.
Um estudo realizado pelo Dr. Vojdani demonstrou que muitas crianças dentro do Espectro Autista têm alergias a alimentos – resposta imune a proteína do leite e ao glúten.
Existe um estudo do Dr. Jyonouchi, que demonstrou que crianças com Autismo apresentam mais hipersensibilidade a alimentos do que crianças típicas, o que parece contribuir para os problemas intestinais dessas crianças portadoras de Autismo.
Outro estudo realizado pelo mesmo médico descobriu uma resposta imune inata em crianças dentro do Espectro Autista, e uma relação com os sintomas gastrointestinais e intervenção dietética. “Neuropsychobiology. 2005; 51 (2):77-85.”
Ele também verificou que há uma associação entre sintomas gastrointestinais e produção de citocinas. “J Pediatr. Maio de 2005; 146 (5):605-10.”
Um estudo realizado por Lucarelli et al descobriu que uma dieta de 8 semanas livre de alimentos alérgicos, resultou em benefícios para crianças com Autismo. "Panminerva Med."
1995 setembro; 37 (3):137-41.”
Kushak e Buie realizaram um estudo que apontou níveis baixos de enzimas digestivas, o que reduz a capacidade de digerir amidos e açucares.
Além disso, muitos estudos realizados pr Horvath, Wakefield e Buie demonstraram que inflamação intestinal é comum em indivíduos portadores de Autismo.


DIETA SEM GLÚTEN E CASEÍNA (FREQUENTEMENTE SEM SOJA E MILHO TAMBÉM)

Os seres humanos são os únicos animais que bebem leite na idade adulta, e ainda por cima o leite de outro animal.
Estamos falando além disso de proteínas que apresentam uma estrutura muito complexa. Os peptídeos do glúten e da caseína podem causar efeitos opióides no cérebro dessas crianças, similar ao efeito da heroína e da morfina. Como consequência teremos problemas no comportamento, sono problemático, falta de atenção, agressividade, irritabilidade e muitos outros. Mas, por que isso acontece? Aparentemente por 2 motivos:
  1. Uma falha no trato digestivo para digerir os peptídeos do glúten e da caseína – falta de enzimas digestivas, falta de bactérias benéficas, ...
  2. Inflamação no intestino cominada com uma permeabilidade intestinal, o que permite a passagem desses peptídeos para a corrente sanguinea e por conseguinte para o cérebro.

A criança deve evitar 100% o glúten (trigo, malte, centeio, cevada, aveia) e a caseína (leite animal). Isso significa dizer que aqui, aquela história de “um pedacinho só não faz mal” faz muita diferença. Você deve agir com determinação porque até mesmo pequeninos pedaços, como uma mordida num biscoito pode causar alergias e ou efeitos opióides.
Para ajudar nesta parte do tratamento é preciso utilizar suplementos de enzimas digestivas, pois estudos demonstraram que essas crianças apresentam deficiência de enzimas, especialmente a DPPIV.
Muitas crianças também se beneficiam com a retirada do milho e da soja! No laboratório Great Plains, por exemplo, a mioria dos resultados apontam sensibilidade alimentar a soja.

BENEFÍCIOS

Parece que as crianças que comem muito laticíneos e ou trigo (glúten) são as mais propensas a se beneficiar.
Quando o glúten e a caseína são retirados, dentro de 1 mês, e até mesmo dentro de 1 semana há uma visível melhora no comportamento e em alguns sintomas. Outras podem apresentar melhora após 1 ano da retirada desses alimentos. Com a retirada algumas crianças sofrem agravamento dos sintomas durante alguns dias (semelhante a abstinência de drogas), seguido de uma melhora.
A melhor forma de testar é realmente retirando esses alimentos e observando a criança, mas existe um exame laboratorial disponível no Great Plains que verifica se há a presença de peptídeos na urina desses indivíduos – EXAME DE PEPTÍDEOS NA URINA.
O Dr.Reichelt conduziu inúmeros estudos que demostraram peptídeos na urina de portadores de Autismo. Ele observou significante melhora com a implementação da dieta livre de glúten e caseína. Já Cade verificou que a suplementação com enzima digestiva era benéfico, mas que a dieta livre de glúten e caseína era ainda mais benéfica para essas crianças. Ele ainda conduziu um grande estudo com 150 crianças com Autismo, no qual 87% apresentava anticorpos IgG ao glúten contra 1% do grupo controle, e 90% apresentava anticorpos IgG a caseína versus 7% do grupo controle. Cade também estudou 70 crianças com Autismo que seguiam uma dieta livre de glúten e caseína, e descobriu que 81% teve melhora significativa no terceiro mês de implementação da dieta, com melhoras contínuas ao longo dos próximos 12 meses. Foi observada grande melhora no isolamento social, contato ocular, linguagem, aprendizagem, hiperatividade, estereotipias e ataques de irritabilidade.
‘Cade R, Privette M et ai. "Autismo e Esquizofrenia: Intestinal Distúrbios Nutr". Neurosci 3 (2000) 57-72. Publicado por Overseas Publishers Association (OPA) NV’
Existem outras dietas, como a “Body Ecology Diet”; “Feingold Diet”, Dieta Específica de Carboidratos e Programa GAPS que devem ser considerados! Veja link “DIETAS”, no menu principal de LINCA.

SUPLEMENTAÇÃO

Muitos estudos demonstraram que deficiência de Vitaminas e minerais pode resultar em doenças ou até mesmo a morte.
Outros estudos identificaram deficiências de nutrientes em crianças portadoras de Autismo, em virtude de uma inadequada absorção.
Pesquisa publicada pelo Defeat Autism Now! – ARI(Autism Research Institute) sobre a "Situação Nutricional de Crianças portadoras de Autismo”, e também realizada por Tim Buie, médico do Departamento de Gastroenterologia Pediátrica de Harvard, e outros, mostra que a maioria das crianças autistas têm uma série de deficiências nutricionais. Por exemplo, baixo nível de vitamina B6, zinco, vitaminas A e D, ácido fólico, vitamina B12, biotina, baixo B1, B3, e função da B5, baixos níveis de metionina, e baixos níveis de ácidos graxos essenciais, tais como EPA (ácido eicosapentaenóico, um componente do ômega-3) e GLA (ácido gama-linolênico), níveis de minerais anormais, e muitos outros.
Além disso, dietas podem fazer com que suplementação nutricional seja necessária. Muitas crianças com Autismo se beneficiam de dietas, como a dieta sem gluteína e caseína; dieta específica de carboidratos; “Body Ecology Diet”; programa GAPS, no entanto, cuidados devem ser tomados para garantir a ingestão de nutrientes adequados. Além disso, muitas dessas crianças são comedores muito exigentes e limitam os alimentos que ingerem, causando deficiências nutricionais e a necessidade de suplementação.
Tais deficiências nutricionais podem causar comprometimento do sistema neurológico e imunológico. Sendo assim, a suplementação com vitaminas, minerais e aminoacidos é uma parte do tratamento importante, pois irá manter o bom funcionamento desses sistemas. A Dra. Jaquelyn McCandless, médica DAN! e autora do livro “Children with Starving Brain” relata que a grande maioria das crianças com Autismo mostra enorme benefício com a suplementação de vitaminas e minerais. Ela observou mais linguagem e contato ocular, melhor padrões de comportamento e melhora no padrão do sono.

Vejamos:

A suplementação com vitaminas do complexo B ajuda a manter a função do nervo saudável, a pele e o tônus muscular. A suplementação com vitamina B6 e Magnésio é necessária para cooperar para o funcionamento cerebral normal. Existem muitos estudos acerca do uso da vitamina B6 no Autismo. Muitas crianças apresentam melhora na linguagem, no comportamento, dentre outros.
A vitamina D é um poderoso antioxidante que combate radicais livres, coopera para a absorção de calcio, importante para o desenvolvimento de ossos e dentes, atua no sistema imune, no coração, cérebro e na secreção de insulina pelo Pâncreas, favorece o crescimento, é importante para as funções metabólicas e musculares e também é útil para aumentar níveis de glutationa, que auxilia na desintoxicação do organismo.
A suplementação com vitaminas A, C, E irá promover resposta imune saudável. Vitaminas C e E são poderosos antioxidantes que combatem os radicais livres e protegem as células do cérebro vulneráveis ao estresse oxidativo. O ser humano é uma das poucas espécies que não pode sintetizar a vitamina C. Muitas crianças com transtornos no desenvolvimento, requerem a suplementação com vitamina C. sugere-se o seu uso na forma buferada, que é muito delicada para estômago, pois não utiliza ácido ascórbico, mas sim acorbato de cálcio.
Zinco e Selênio também são essenciais para o desempenho máximo do sistema imunológico. Além disso, o selênio atua na função pancreática, participa da fase II de desintoxicação, na ativação de enzimas, hormônio da tireóide, protege contra o Câncer, dentre muitas outras coisas. Já o zinco, é esse essencial para a atividade de mais de 300 enzimas e para a metilação, atua na digestão, e o mais interessante: muitas crianças dentro do Espectro Autista apresentam deficiência de zinco em seus exames.
A suplementação com ácidos graxos essenciais também é extremamente benéfico. O óleo de peixe e o óleo de fígado de bacalhau são ricos em Omega-3, que são essenciais para o desenvolvimento normal do cérebro. Eles são nutrientes muito importantes para os seres humanos. E existem na membrana celular de cada célula, sendo que cerca de 20% do cérebro de um bebê é composto de ácidos graxos essenciais. O leite materno, por exemplo, é muito rico em ácidos graxos essenciais, mas algumas fórmulas infantis não têm este ingrediente chave, tão necessário para o desenvolvimento do cérebro.
Duas categorias gerais de ácidos graxos essenciais são omega-3 e ômega-6. 80% da população dos EUA tem baixos níveis de ácidos graxos ômega 3 - este é um dos mais generalizados problemas nutricionais nos EUA. Baixos níveis de ácidos graxos essenciais estão associados com uma ampla gama de distúrbios psicológicos, incluindo depressão, depressão pós-parto, transtorno bipolar (maníaco / depressão) e síndrome de Rett(semelhante ao Autismo).
Dois estudos publicados descobriram que crianças com Autismo têm baixos níveis de omega-3 – menos do que a população em geral. E centenas de estudos clínicos demonstraram a efetividade do uso de omega 3 e omega 6 no tratamento de Autismo, TDAH/TDA, Dislexia, Dispraxia, Diabete, Esquizofrenia, Infecções, Depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Alzheimer e muitas outras.
Gordura saturada, como o óleo de coco é importantíssimo. Esse óleo pode ser usado para cozinhar! O leite materno tem 53% de gordura (25% é saturada)
Proceda devagar! Nem todas as crianças tem a habilidade de digerir gorduras. Consulte um profissional DAN!
Sintomas – problemas de digestão das gorduras: fezes claras, volumosas, as vezes as fezes flutuam, flatulências mal cheirosas, etc. Rico em OMEGA 3 – Óleo de linhaça, hemp oil (cânhamo) e outros óleos exóticos (candlenut e chia), óleo de fígado de bacalhau, óleo de peixe, nozes, semente de abóbora, Folhas verdes (dark green vegetables), gema de ovo, gordura animal (principalmente animais selvagens), leite materno e leite animal.
Rico em OMEGA 6 – Óleo de prímula, óleo de borragem, cártamo, girassol, nozes, óleo de cânhamo, grapeseed oil e muitas outras sementes e nozes, gema de ovo, leite animal e leite materno.
EVITAR – Óleos de canola, óleo de soja, óleos vegetais, óleo de cártamo, óleo de milho – eles são altamente processados!
Rico em OMEGA 9 – Óleo de Oliva, Abacate, Nuts/sementes.
Rico em Gorduras Saturadas – Óleo de coco, óleo de palma, gordura animal (ghee/leite), leite materno (25%).
A suplementação com calcio é igualmente importante. Com a retirada do leite animal se faz ncessário o uso de suplementos de calcio (800-1000mg diários) e o uso de leite de amêndoas, nozes, “dary free potato milk”, que são ricos em calcio. Ele é importante para a manutenção do sistema nervoso e imunológico, saúde dos ossos, dentes, coração, músculos e coagulação do sangue. Ademais, ele desempeha papel importante na absorção de vitamina B12.
Suplementação com enzimas digestivas irá ajudar no desdobramento do alimento de forma adequada, cooperando para uma boa digestão.
  • Amilase – Sua função é desdobrar açucares complexos, tais como amidos em açucar simples, que pode ser utilizado para obtenção de energia. Uma dieta rica em açúcar combinada com deficiência de enzima, irá resultar em um excesso de açúcar não digerido no corpo que será convertido em álcool. Resultado: Muitos comportamentos inadequados, distúrbios do sono, hiperatividade e muito mais.
  • Protease - Sua função é digerir as longas cadeias de proteínas, convertendo-as em aminoácidos simples. Elas desempenham um papel importante quando as pessoas não podem completar este processo, pois elas removem estes peptídeos intermediários que desencadeiam reações alérgicas e reações adversas no Sistema Nervoso Central.
  • Lipase - Digere gorduras, tais como os triglicéridos para convertê-los em ácidos graxos livres e glicerol. As gorduras são importante fontes de nutrientes, tais como a vitamina A e E, e o Omega 3.
  • Peptidase - São enzimas muito especiais que ajudam especificadamente na digestão dos péptideos. Não é recomendado para uso em vez da dieta, como muitos pensam, mas realmente pode ajudar em caso de "acidentes" ou no caso de haver caseína e glúten oculto em alguns alimentos, especialmente pré-fabricados ou duvidosos.

Os Probióticos são as bactérias benéficas. Elas melhoram a digestão e a absorção de nutrientes. Além disso reduzem inflamação, curam ou reduzem alergias, eczems, asma, cólicas, diarreia, assadura, inibem as bactérias maléficas, dentre muitas outras coisas. Estudos demonstraram que crianças dentro do Espectro Autista necessitam de probióticos de alta potência – 20, 100 bilhões ou mais. Há muitas cepas de bactérias benéficas (Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus rhamnosus, AP, L. casei, Bifidobacterium bifidum, etc.), que irão restaurar o equilíbrio intestinal e evitar grandes problemas como o desenvolvimento de alergias ou intolerâncias alimentares; a disseminação de péptideos opióides, substâncias prejudiciais, tais como excreções que estes organismos produzem e são altamente prejudiciais para o sistema nervoso e o sistema imune.
  • Bebê: Bifidobactéria – 5/15 bilhões
  • Crianças: Misturar espécies – 20/100 bilhões ou mais

A glutationa é um poderoso antioxidante que desintoxica o corpo de toxinas externas, tais como metais pesados, pesticidas, cigarro, álcool, PBC, e resíduos internos provenientes do nosso metabolismo. Ela impede a formação de radicais livres, intervém em funções do sistema imune, tais como a imune-modulação e formação de fagócitos. É encontrada principalmente no fígado, mas também faz parte de outros órgãos e tecidos, tais como rins, pulmões e células sanguíneas.
O ácido fólico regula a função nervosa, reduz a hiperatividade e depressão. Contribui para uma adequada reprodução celular. Seu uso é recomendado para mulheres grávidas que se aproximam do parto com o intuito de reduzir danos e malformação no tubo neural.
A Co-enzima Q 10 é encontrado em todas as células do nosso corpo, e é a parte essencial do processo para que obtenhamos 95% da energia celular. Sem esta coenzima não podemos sobreviver, e este é um dos elementos utilizados com sucesso no protocolo de Autismo e transtornos do desenvolvimento. Uma coenzima é uma proteína que é menor do que uma enzima, e que atua em conjunto na realização de importantes reações metabólicas. Entre outras coisas, fornece a energia necessária para uma resposta imune adequada e para o processo de desintoxicação no fígado. Evita danos causados por radical livre por ser um potente antioxidante, ajuda a corrigir deficiências imunológicas, e melhora a atenção.
A Taurina é um aminoácido frequentemente deficiente nestas crianças. Uma demonstração dessa deficiência pode ser o fato da criança apresentar fezes de cor clara, arenosas, como também é possível verificar essa deficiência através de exame laboratorial de aminoácidos na urina. Este aminoácido é muito importante, pois é encontrado no sistema nervoso central, no coração e nos tecidos musculares esqueléticos. Promove habilidades de pensamento quando trabalha juntamente com a colina, ajudando a manter os neurotransmissores e estabilizando e nutrindo as membranas das células nervosas. Os pais relataram melhorias significativas na atenção com o uso regular.
Salienta-se, por oportuno, que suplementos de vitaminas / minerais são em grande parte não regulamentados. Além disso, alguns não apresentam o que eles dizem conter em seus rótulos, como também são mal absorvidos.

Algumas empresas americanas optam por participar do Programa de suplemento dietético de Verificação (DSVP) dos Estados Unidos Pharmacopeia (USP) – que verifica se o conteúdo coincide com o rótulo do suplemento. Verifique se há um DSVP o USP no rótulo, ou acesse http://www.usp.org/USPVerified/ para checar um produto. Aqui no Brasil existem algumas farmácias que trabalham em parceria com médicos DAN! brasileiros, como a Pharmácia Essentia, por exemplo. www.essentia.com.br. Os suplementos da New Beginnings Nutritional também são altamente recomendados. www.nbnus.com – Aqui você encontra praticamente tudo aquilo que a sua criança precisa!
É importante atentar para a qualidade do suplemento, pois a maioria deles não contêm todas as vitaminas e minerais essenciais, ou não contêm na quantidade suficiente.
Para testar a sua criança e saber se ela apresenta deficiências de vitaminas/minerais/aminoacidos/ácidos graxos essenciais e outros, clique, por gentileza, no link EXAMES que encontra-se no menu principal de LINCA.
Alguns indivíduos irão necessitar de dosagens maiores ou menores, dependendo da dieta e da necessidade do metabolismo de cada um. Ressaltando que os exames irão ajudar a definir o nível adequado.
Vitaminas e minerais podem ter um potente efeito no funcionamento do corpo e no comportamento, sendo assim, comece devagar e vá aumentando gradualmente, observando possíveis mudanças na criança.
Lembrando, que suplementação com ferro só deve ser iniciada quando realmente há essa necessidade. Deficiência de ferro tem sido ligada a retardo mental nos EUA, portanto é importante checar através do exame laboratorial.
A maioria das vitaminas são solúveis em água, e quantidades excessivas serão seguramente excretadas na urina. Algumas vitaminas (vitams A, D, E, K) são de gordura solúveis, e quantidades em excesso pode acumular no corpo e causar toxicidade, se ingeridas em níveis elevados (acima do que é recomendável) por um longo período de tempo.
Quantidades excessivas de minerais também pode causar problemas, portanto, mais uma vez é preciso recomendar que os pais procurem um profissional DAN! e que façam os exames laboratoriais necessários.


INTESTINO

Diversos estudos comprovam que crianças com Autismo apresentam grande frequência de diarreia (fezes pastosas, líquidas, não consistentes ou normais), constipação, dor e distensão abdominal, pouca ou nenhuma bactéria benéfica, disbiose (níveis elevados de fungos e bactérias maléficas), sensibilidade alimentar (IgG), alergia alimentar (IgE), intestino permeável e inflamações. Além disso, elas apresentam deficiência de enzimas digestivas, ácido clorídrico e muitas outras deficiências nutricionais.
Um estudo realizado com 36 crianças, nos EUA demonstrou que 69.4% tinha Refluxo gastro esofágico; 66.7% Duodenite crônica; 41.7% Gastrite crônica e 58.3% deficiência de enzimas digestivas.
Se o intestino encontra-se saudável há um equilíbrio entre os microorganismos, mas quando esse equilíbrio é perdido o indivíduo começa a ter problemas com o processo de digestão. Isso significa dizer, que há pouca ou nenhuma bactéria benéfica no trato intestinal, necessitando, portanto, de uma suplementação e da adição de alimentos fermentados.
Os micróbios, por sua vez, irão competir por comida e conforme você consome carboidratos complexos, mais difícil será o processo de digestão, já que o intestino danificado não terá enzimas suficientes para desdobrar todo o alimento e absorvê-lo de forma correta. Esse alimento complexo que não foi desdobrado servirá de comida para fungos e bactérias.
A última fase da digestão dos carboidratos ocorre nas microvilosidades. Os carboidratos complexos que foram desdobrados corretamente podem ser absorvidos e seguir para a corrente sanguínea. Mas quando as microvilosidades são danificadas, o que geralmente acontece quando falamos de um intestino com super crescimento de fungos e ou bactérias maléficas, a última etapa da digestão não pode ser concretizada.
Diante disso, apenas monossacarídeos podem ser absorvidos por causa da sua estrutura molecular única. Como podemos ver as outras estruturas serão mais difícieis de desdobrar, pois são bem mais complexas.


“retirado de Breaking the Vicious Cicle”


O funcionamento saudável do nosso trato intestinal é de suma importância para nossa vida! Hipócrates, o pai da medicina moderna já dizia: “Toda doença começa no intestino.”
Curiosamente o intestino quando tem o seu tecido todo esticado mede o tamanho de uma quadra de tennis. Isso explica, segundo alguns cientistas, a necessidade da utilização de probióticos de alta potência.
A composição da flora intestinal difere de indivíduo para indivíduo, assim como durante a vida muitos fatores externos irão influenciar no meio ambiente intestinal. As bactérias por sua vez, podem cooperar para o equilíbrio ou desequilíbrio da flora microbiana no trato GI. Quando temos um equilíbrio denominamos “eubiosis”, enquanto que um desequilíbrio é chamado “disbiose”.
Tenha em mente que as bactérias benéficas devem predominar, pois desta forma os microorganismos patogênicos se manterão em equilíbrio. Segundo Harry Bronozian cerca de 85% da microflora intestinal em uma pessoa saudável deve ser de bactérias boas e 15% bactérias maléficas. Quanto maior for o desequilíbrio, maior serão os sintomas.
Ainda no útero os fetos possuem uma flora intestinal saudável, entretanto, durante o nascimento por parto normal os bebês tem contato com micróbios advindos da mãe, no canal vaginal, através do leite materno e do meio ambiente. Já as crianças que nascem por cesariana acabam não sendo colonizadas dessa forma, mas sim através das bacterias do hospital, do meio ambiente, leite materno, etc. Ou seja, esses bebês irão apresentar uma flora intestinal diferente de suas mães. O Dr. Kenneth Bock explica que crianças que nascem de cesariana são colonizadas com mais bactérias anaeróbicas do que as que nascem por parto normal.
A fonte de alimento da criança será um fator contribuinte para a colonização da flora. As bifidobactérias são predominantes em crianças que mamam no peito. O leite materno tem boa concentração de proteína, ácidos graxos essenciais, prebióticos e muito mais. Entretanto, quando a criança começa a fazer uso da mamadeira as bifidiobactérias deixam de ser predominantes, dando espaço a enterobacterias e microorganismos gram-negativos.
É muito comum observarmos no resultado dos exames de crianças portadoras de Autismo um super crescimento de fungos e bactérias. Esses microorganismos produzem toxinas capazes de afetar severamente o funcionamento mental e o comportamento do indivíduo. O uso de antifungícos, probióticos de alta potência, antibióticos com cautela e modificação na dieta pode ajudar a eliminar esses problemas. Os antibióticos devem ser usados com cautela, em razão deles matarem também as bactérias benéficas.
Rosseneau et al realizou um grande estudo que constatou que 95% das crianças com Autismo regressivo e constipação crônica tinham cerca de 10.000 x mais a quantidade normal E.Coli, e muitos também tinham níveis igualmente elevados de outros tipos de Bacilos Gram negativo aeróbico. Um outro estudo de 3 meses de tratamento com 11 crianças descobriu que um potente antibiótico (não disponível nos EUA) resultou em completa eliminação das bactérias e uma grande melhora ou cura total dos problemas intestinais e no comportamento atípico. Entretanto, os ganhos foram perdidos quando o tratamento foi interrompido.
“Sander et al, J Neurol Criança. 2000 Jul; 15 (7):429-35.”


AMINOACIDOS

A proteína é composta pelo encadeamento de aminoacidos. Quando ocorre a digestão de forma apropriada pelas enzimas digestivas a molécula de proteína é transformada em pequenos peptídeos e aminoacidos individuais, absorvíveis pelo corpo. Os aminoacidos são precursores de neurotransmissores e muitas outras substâncias.
Muitas crianças com Autismo têm uma dieta pobre em proteínas, enquanto outras apresentam problemas intestinais que ocasiona numa grande dificuldade de digerir essas proteínas em aminoacidos individuais. Por isso é importante que a criança tenha uma dieta rica em proteínas, que utilize suplementos de enzimas digestivas para ajudar na digestão e suplementação com aminoacidos, caso o exame aponte alguma deficiência. Quando você for adquirir um suplemento de aminoacido, solicite um que seja “free form”, ou seja, aminoacido em molécula individual.


MELATONINA

Um número muito grande de crianças com Autismo apresenta problemas de sono, que incluem despertar noturno, dificuldade para adormecer, acordar muito cedo, ... Geralmente quando os pais iniciam o tratamento do intestino, observam melhora nesses problemas. Entretanto, se o problema não cessar recomenda-se o uso da melatonina. A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo durante a noite, com o intuito de regular o sono. Ele é formado através do neurotransmissor serotonina, isso significa dizer, que níveis baixos de serotonina irão causar deficiência de melatonina. E como muitos sabem diversas crianças com Autismo possuem níveis baixos de serotonina.
Para crianças que tem dificuldade para dormir, a fixação de uma rotina, com fotos das atividades do dia a dia, pode ajudar! (escovar os dentes, tomar café da manhã, passear, terapias, horário de ir para cama descansar, ... )
www.melatonin.com


SUPLEMENTAÇÃO DA TIREÓIDE

A função deficiente da tireóide devido à falta de iodo é a principal causa de retardo mental no mundo, resultando em mais de 80 milhões de casos. Essa deficiência pode ser causada por outros fatores também.
Segundo o Dr. James B. Adams(PhD), uma avaliação simples pode ser realizada antes de acordar, através da medição da temperatura corporal. Baixa temperatura é um bom indicador de um nível demasiadamente baixo da função da tireóide. Mas, existem exames laboratoriais capazes de detectar essa deficiência.
Se o exame mineralograma apresentar deficiência de iodo, suplementação será necessária. Mas, se este não for o caso, suplementação natural para normalizar a tireóide pode ser benéfico. Não use suplementos sintéticos!

ATENÇÃO: Excesso de hormônio tireoidiano pode causar perda de peso e outros problemas, então os níveis devem ser monitorizados regularmente quando o indivíduo fizer uso de um suplemento. Consulte um profissional DAN!.


SULFATAÇÃO

A sulfatação depende da metilação e da transulfuração para criar compostos necessários para o sulfato.
O sulfato é o mineral mais abundante que temos no corpo, ou pelo menos é assim que deveria ser. Ele está envolvido em muitos processos, como: respiração celular, produção de bile, digestão, desintoxicação, proteínas, enzimas e síntese de tecidos.
Algumas crianças com Autismo têm um baixo nível de sulfato em seus corpos, devido a inúmeros fatores, incluindo má absorção no intestino, perda em excesso através da urina, reciclagem pobre de sulfato pelo rim, estresse oxidativo, inflamação, ...
Metilação e sulfatação são extremamente importantes para muitos processos realizados pelo nosso corpo. Curiosamente a maioria das crianças com Autismo possui comprometimento nessas áreas envolvidas com a metilação e a sulfatação: eliminação de metais pesados, desintoxicação, função imune, digestão, função metabólica, intestino e equilíbrio da microbiota.
Além disso, no Autismo o TNF é elevado, o que pode inibir a conversão de cisteína para sulfato.
Um estudo realizado pelo Dr.Waring com crianças portadoras de Autismo demonstrou que entre 73% e 92% delas apresentavam uma desordem na química da sulfatação.
O uso de Epsom Salt, Creme de Sulfato, Ciesteína ou N-Acetilcisteína pode ser benéfico!


DESINTOXICAÇÃO DE METAIS PESADOS

É certo que nós precisamos de quantidades pequenas de metais, como: cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio e zinco. Cada um desses elementos possui sua função específica dentro do nosso organismo, enquanto que elementos como: chumbo, Alumínio, cádmio e mercúrio não possuem qualquer função. Todos esses metais em excesso no organismo ultrapassam suas funções e acabam intoxicando gravemente o indivíduo.
Crianças dentro do Espectro Autista apresentam uma habilidade menor para eliminar o mercúrio e outros metais do organismo, o que acaba gerando um acúmulo exagerado desses metais e consequentes danos no cérebro.
Realizando o exame mineralograma você consegue saber se a criança tem excesso de metais no corpo.
Para eliminar esses metais alguns médicos recomendam a quelação, que utiliza drogas capazes de excretar esses metais através da urina. Entretanto, quando você começa a adequar a bioquímica da criança, muitas deficiências e excessos tendem a desaparecer por si só! Nosso corpo foi projetado para se auto curar com a ajuda dos nutrientes. Da mesma forma, é possível intervir fazendo uma desintoxicação natural, que não utiliza drogas sintéticas:
  • Foot Bath
  • Banhos e creme de Epsom Salt
  • Sauna Detox

CÂMARA HIPERBÁRICA

A Oxigenoterapia Hiperbárica é uma forma eficaz de se conseguir mais oxigênio dentro do corpo a uma pressão maior que a atmosférica, no interior de uma câmara hiperbárica, multiplace ou monoplace.
Tal terapia ajuda a combater bactérias anaeróbicas, como o Clostridium; auxilia na eliminação de toxinas, metais pesados; diminui a inflamação cerebral e intestinal; melhora a desregulação do sistema imune, diminui o estresse oxidativo, melhora a disfunção mitocondrial, melhora a hipoperfusão cerebral, ...
Os médicos DAN! recomendam de 60 a 90 hs por mês de tratamento na câmara hiperbárica, em uma atmosfera 1.3 – 1.5, sessão de 1hora. Sendo que a avaliação do médico é que irá definir a pressão atmosférica, que as vezes pode ser de 2.0 ou 2.5.
Segundo relatos de diversos profissionais e pais em todo o mundo, os benefícios são vistos a partir da 20° sessão. Mas, algumas crianças só irão se beneficiar a partir da 80°.
Importante ressaltar, que muitos médicos DAN! também recomendam o uso de um antioxidante juntamente com a oxigenoterapia: Coenzima Q10, Vitamina C, Vitamina E, Glutationa e Selênio.
O Dr. Daniel Rossignol é um grande estudioso da Câmara Hiperbárica x Autismo. Leia “AUTISM BEYOND THE BASICS, do Dr. William Shaw(PhD)”. Este livro traz importantes informações e conta com a contribuição do Dr. Daniel Rossignol, que aborda a questão da oxigenoterapia para crianças dentro do Espectro Autista.

Home | Quem somos | Autismo & TDAH | Alimentos | Dietas | Tratamento Biomédico | Exames | Médicos DAN! | Contato
Liga de Intervenção Nutricional contra Autismo e Hiperatividade no Brasil
© 2012 LINCA BRASIL. Todos direitos reservados
Tels/Fax +55 (21) 0000-0000 - lincabrasil@lincabrasil.com.br
Design